Artigo - Outubro: Mês do Rosário

 A Igreja propõe a oração do Terço (Rosário) como prática de fortalecimento espiritual para o Povo de Deus. O Bem Aventurado Papa João Paulo II, na Carta Apostólica – “O Rosário da Virgem Maria” – incentiva esta prática ao dizer: - “O Rosário é uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade". A oração nos coloca e mantém em comunhão com Deus e os seres humanos. É o elo que une o céu à terra.

Em nossa Paróquia de São Sebastião de Lavras, no mês de outubro, acontece um grande mutirão de recitação do terço. Ele é rezado de casa em casa, isto é, as famílias se reúnem para rezá-lo em cada residência nas ruas que fazem parte da paróquia. O saudoso Papa já dizia antes: “Quando recita o Rosário, a comunidade cristã sintoniza-se com a lembrança e com o olhar de Maria. A contemplação de Maria é, antes de mais nada, um recordar os acontecimentos salvíficos que culminam no próprio Cristo. ÍCONE da contemplação cristã, Maria vive com os olhos fixos em Cristo e nos seus acontecimentos, que constituíram, de certo modo, o "Rosário" que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena”. Esta oração mariana também é cristocêntrica, isto é, ela nos mergulha no Mistério de Cristo. Maria participa ativamente da missão de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Nunca como no Rosário o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo”. Ainda mais, João Paulo II nos afirma: “Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor. Com efeito, recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo”.

Esta prática de devoção popular é também um excelente meio de evangelização de nosso povo. Ela conduz as pessoas a um encontro pessoal com Jesus através de Maria como em Caná da Galiléia: “Fazei o que Ele vos disser”. Por isso que na sua Carta sobre o Rosário o Papa afirmava: “O Rosário é também um itinerário de anúncio e aprofundamento. É uma apresentação. Para que o Rosário possa considerar-se mais plenamente "Compêndio do Evangelho", é conveniente que, depois de recordar a encarnação e a vida oculta de Cristo (mistérios da alegria), e antes de se deter nos sofrimentos da paixão (mistérios da dor), e no triunfo da ressurreição (mistérios da glória), a meditação se concentre também sobre alguns momentos particularmente significativos da vida pública (mistérios da luz)”. É a meditação da História da Salvação em seu ápice: a vida terrena do Filho de Deus.

Jesus, no Mistério de sua Encarnação, resgata a família humana como lugar privilegiado do encontro com Deus. Ao fazer-se um de nós, ou seja, tornar-se humano, Deus reafirma a dignidade da família. É na vida familiar que experimentamos a proximidade do Senhor como na Família de Nazaré. Ele está presente e vivo em cada ação amorosa dos membros familiares inclusive nas orações em comum. A oração do terço em família é uma excelente ocasião para esta experiência.

 

O Beato João Paulo II relembra:

“O Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. Outrora, esta devoção era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. A família que reza unida, permanece unida”. Amém.

 

Pe. Antão Roberto - Vigário Paroquial.


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